Tempestade solar mais forte da última década atinge a Terra nesta sexta-feira

iG São PauloFenômeno casou interferências nas comunicações de rádio e problemas com sistemas de navegação GPS, além de aumentar o brilho de auroras boreais

Massa da tempestade solar viajou pelo meio interplanetário até atingir a Terra e causar danos aos meios de comunicação

Massa da tempestade solar viajou pelo meio interplanetário até atingir a Terra e causar danos aos meios de comunicação

Foto: Divulgação/ Nasa

A tempestade solar mais forte dos últimos 11 anos tem atingido o planeta desde o último dia 6 de setembro. Nesta sexta-feira (8), a Terra recebeu a segunda nuvem de partículas de uma tempestade magnética, que foi classificada na categoria G4, a segunda mais forte da escala de 1 a 5. Por causa da tempestade solat tão forte, foram encontradas interferências nas comunicações de rádio e problemas com os sistemas de navegação GPS.

Leia também: Buraco negro com massa 100 mil vezes maior que a do Sol pode ter sido descoberto

O físico solar Mauro Messerotti, do Observatório de Trieste, explicou que a tempestade solar bateu no campo magnético da Terra mais cedo do que a previsão inicial, gerando problemas nas comunicações de rádio em regiões polares, mesmo em latitudes mais baixas. Além disso, o fenômeno abalou os sistemas de navegação GPS. “A atmosfera estava cheio de partículas eletricamente carregadas e, por isso, receptores não podiam captar os sinais enviados pelos satélites”, elucidou Messerotti.

O fenômeno também provocou auroras boreais com brilhos mais intensos do que o habitual, sendo possível vê-las claramente em todas as regiões polares, como também em latitudes mais baixas, como aconteceu no estado de Arkansas, nos Estados Unidos. Já nos países nórdicos, tal brilho chegou a atrapalhar até mesmo o trânsito em algumas regiões.

Leia também: Número de mortos após terremoto no sul do México chega a 35

Origem da tempestade

Segundo as informações do Observatório Solar Mackenzie, da Universidade Prebisteriana Mackenzie, o Sol teve um período de atividade importante entre os dias 4 e 5 de setembro. Isso se deve ao crescimento rápido do tamanho e da complexidade magnética de uma das regiões ativas presentes no disco. Assim, a região numerada 12673 dobrou o seu tamanho, o que resultou em uma série de surtos solares.

Leia também: Sobe para 14 o número de mortos deixados pelo furacão Irma; Flórida se prepara

O primeiro fato ocorreu na última segunda-feira (4), quando uma grande quantidade de massa solar foi ejetada do disco às 19h UT (Tempo Universal) – ou seja, às 16h no horário de Brasília. Um outro evento maior, oriundo da mesma região ativa solar, ocorreu na terça-feira (5), às 17h43 UT – às 14h no horário de Brasília. A massa da tempestade solar viajou pelo meio interplanetário até atingir a Terra e causar danos aos meios de comunicação.

* Com informações da Ansa

Powered by Yahoo! Answers

%d blogueiros gostam disto: