2017-09-12Petrobras derruba parte de acordo que liberava R$ 3,5 mi para empresa

Adriana Cruz

- O dinheiro voltou a ser bloqueado por ordem de desembargadora -

Rio - A Petrobras conseguiu derrubar parte do acordo trabalhista - homologado pelo juiz Epilogo Pinto Medeiros - que liberava R$ 3,5 milhões direto para o caixa da Personal Service Recursos Humanos e Assessoria Empresarial Ltda.

O dinheiro voltou a ser bloqueado por ordem da desembargadora Giselle Bondim Lopes Ribeiro. A magistrada entendeu, como alegou a Petrobras, que a liberação da verba causaria prejuízo a centenas de trabalhadores que não aderiram ao acordo fechado com 1.458 funcionários que receberão em 14 parcelas. As indenizações variam de R$ 4 mil a R$ 66 mil.

E mais: que a empresa pública ainda poderia ser responsabilizada no futuro por dívidas trabalhistas não quitadas. O Ministério Público do Trabalho também foi contra pontos relevantes da negociação na Coordenadoria de Apoio à Efetividade Processual (Caep), mas o procurador João Carlos Teixeira defende que não houve irregularidade. O próximo martelo será da Seção Especializada em Dissídios Individuais II.


Bolada para defesa


O Procurador João Carlos Teixeira foi contra, mas o Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro ganharam a bolada de R$ 3,5 milhões em honorário. Teixeira defendia R$ 1,5 milhão como o chamado razoável.

Lava Jato


Para liberar o bloqueio dos R$ 3,5 milhões para o caixa da Personal Service Recursos Humanos e Assessoria Empresarial Ltda, o juiz Epilogo Pinto Medeiros sustentou que o dinheiro viabilizaria a continuidade da empresa. A Personal é investigada pela operação Lava Jato.

 

 

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