Hollande responsabiliza terrorismo por atentado; Estado Islâmico se manifesta

iG São Paulo

Um policial e um suspeito morreram, agentes ficaram estão feridos; outro suspeito pelo atentado foi identificado, mas terá sua identidade preservada

Avenida está fechada%2C cheia de agentes policiais depois do tiroteio

Avenida está fechada%2C cheia de agentes policiais depois do tiroteio

Foto: Reprodução/Twitter

Um tiroteio na Avenida Champs-Elysées, em Paris, na noite desta quinta-feira (20),  deixou pelo menos um policial morto e outros dois feridos, segundo informações da rede de TV CNN. Um suspeito, que estaria armado, também teria sido morto, e outro está sendo investigado.

Em um anúncio oficial, poucas horas depois do incidente, o presidente francês Fraçois Hollande afirmou que é considerada a possibilidade de um ataque terrorista em Paris. "Nós estamos convencidos de que as pistas recolhidas até agora, e que deverão ser investigadas, tem a ver com terrorismo. A investigação já começou e será levada a cabo para conhecermos as motivações e eventuais cúmplices”, disse Hollande, que convocou ainda uma reunião com o Conselho de Defesa para esta sexta-feira (21).

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Segundo a diretora do SITE Intel Group, Rita Katz, a agência do Estado Islâmico, Amaq, revelou que o atentado foi executado por um "guerreiro" do grupo terrorista que chamaria Abu Yusuf al Belijki, conhecido como "o belga".  "Esta reivindicação é diferente da maioria das outras da Amaq, indicando que o EI tinha familiaridade com o atacante e, possivelmente, do ataque que viria", declarou ela.

O procurador-geral de Paris, Francois Molins, falou sobre um segundo suspeito, que teria atirado e que já foi identificado. No entanto, para não causar problemas na investigação, a identidade do cúmplice não será divulgada. Ainda há hipotese de mais pessoas estarem envolvidas, e a polícia segue apurando o caso.

A porta-voz da polícia de Paris, Johanna Primevert, disse à The Associated Press (AP) que o agressor alvejou a polícia que fazia segurança na área próxima da estação de metrô Franklin Roosevelt, no centro da avenida, por volta das 21 horas locais. 

Algumas testemunhas relatam terem visto uma pessoa com uma arma automática "Kalashinikov", atacando, de carro, os agentes policiais que estavam parados no farol vermelho. Outras pessoas ainda afirmaram ter ouvido outros tiros, do outro lado da avenida, logo depois de a polícia "neutralizar" o primeiro suspeito. 

Não há informações sobre as motivações do tiroteio, tendo sido apontadas tanto a possibilidade de tentativa de assalto como também de ataque terrorista. Procuradores antiterroristas franceses e o Serviço Nacional de Inteligência estão abrindo uma investigação para determinar a natureza do incidente, informou o Ministério Público de Paris. 

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A polícia francesa encaminhou um alerta para que população evite a área, sendo que a rua está toda fechada por segurança. O incidente ocorreu poucos dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais que acontecem no país neste domingo (23).

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump, que estava em coletiva de imprensa, afirmou que o incidente na capital francesa "parece um outro ataque terrorista". 

"O que você pode dizer?", disse. "Isso nunca acaba", completou o presidente norte-americano.

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A Champs-Elysées é um dos pontos turísticos da França e costuma estar lotada ao longo do dia e da noite.  A França está em estado de emergência desde os ataques em novembro de 2015, que mataram mais de 100 pessoas, causando a grande presença de policiais fortemente armados nas ruas da cidade de Paris.

*Com informações da "CNN" e "NBC News"



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