Grupo dono da JBS rejeita acordo de leniência que previa multa de R$ 11 bilhões

Com O Globo


Linha de produção da fábrica da processamento de aves da JBS no Paraná
Linha de produção da fábrica da processamento de aves da JBS no Paraná Foto: André Coelho / Agência O Globo


O grupo J&F, que controla o frigorífico JBS e detém a marca Friboi, não aceitou o acordo de leniência negociado o Ministério Público Federal (MPF) que previa o pagamento de uma multa de R$ 11,169 bilhão. O valor seria quitado em dez anos.
A empresa tinha até esta sexta-feira para dizer se aceitava ou não o acordo. Segundo o MPF, as conversas podem ser retomadas, mas a proposta rejeitada pelo grupo J&F não está valendo mais. A continuidade das negociações, porém, vai levar em conta novos fatores, como as investigações abertas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra a empresa.
Os procuradores da República defendiam o pagamento de R$ 11,169 bilhões, em um prazo de dez anos, valor equivalente a 5,8% do faturamento obtido pelo grupo em 2016. Já os representantes da J&F propuseram pagar R$ 1 bilhão, o que equivale a 0,51%. A Lei Anticorrupção estipula que a multa deve variar entre 0,1% e 20% do faturamento. Caso as negociações não sejam retomadas ou fracassem, o grupo J&F vai responder normalmente processos que poderão levar à proibição de fechar contratos com o poder público, além de outras penalidades.
A negociação começou em fevereiro, em paralelo às negociações da colaboração premiada com os executivos da empresa que foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O não fechamento do acordo de leniência não afeta as delações. Nos acordos de leniência, as empresas envolvidas assumem a participação em um determinado crime e se comprometem a colaborar com as investigações, além de pagar multas, em troca de redução de punições.


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